terça-feira, 7 de junho de 2011

Origem Familia Bueno


BUENO: Nome de origem espanhola, derivado do verbete latino "bonus", que significa "bom". Difundido como nome próprio e sobrenome na Idade Média e se refere às qualidades de uma pessoa: boa, bondosa, que gosta de fazer o bem, caridosa, generosa, afetuosa, indulgente.
BUENO DO PRADO:
Um ramo brasileiro da família Bueno é a dos Bueno do Prado, cuja matriarca pode ter sido Leonor Bueno da Silva, nascida provavelmente em Catalão-Goiás (ou em Minas Gerais, ou ainda em São Paulo) no final do século XVII. Casou-se com o Capitão-Mor Domingos Rodrigues do Prado com quem teve como filho o governador-comandante Bartolomeu Bueno do Prado, Capitão-Mor Ajudante das Minas do Jacuí, o primeiro a receber o sobrenome Bueno do Prado. O perigoso Bartolomeu destruiu vários quilombos e ganhou como prêmio o sertão do Campo Grande, conforme o termo de posse descrito a seguir:
 "Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e cinquenta e nove anos, em primeiro de novembro do dito ano, no Quilombo do Careca, aonde eu Escrivão adiante nomeado vim com o Reverendo Padre João Corrêa de Melo, Capelão da Expedição dos Quilombos e Vigário da vara das conquistas e sertão do Campo Grande, e Rio Grande abaixo, e desde o de Aguapé até a Barra do Sapucaí, e sendo aí diante das testemunhas adiante assinadas, tomou o Reverendo Vigário da vara posse judicial e atual por comissão e ordem do Exmo. e Revdo. Sr. Bispo de Mariana de todas aquelas conquistas e terras vertentes a elas; e suas adjacentes por pertencerem ao mesmo Bispado, e logo nos mais dias fez o dito Reverendo Vigário atos paroquiais em virtude das ordens do dito Senhor Bispo, que para tudo trazia, dizendo missas e administrando os sacramentos da Igreja, cuja posse tomou o Reverendo Vigário da vara, mansa e pacificamente, sem contradição de pessoa alguma; e para tudo constar, mandou fazer este auto de posse, em que assinou, sendo a tudo presentes o Comandante da dita Expedição Bartolomeu Bueno do Prado, e o Capitão Francisco Luís de Oliveira, Marçal Lemos de Oliveira, que todos assinaram com o dito Reverendo Vigário da vara, e eu Manuel Carneiro basto que o escrevi e assinei. (aa) Manuel Carneiro Basto, o Padre João Corrêa de Mello, o Comandante Bartolomeu Bueno do prado, Marçal Lemos de Oliveira."
Outro Bueno do Prado foi Manuel Franklin Bueno do Prado, engenheiro da 6a Divisão Provisória da Central do Brasil. A antiga estação de Caiçara recebeu em 1928 o nome de Estação Bueno do Prado. Esta linha foi a primeira a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
Ancestrais da Família Thom de Souza:
Domingos Bueno do Prado nasceu em Jahu (atual Jaú-SP) no ano de 1850, cujos descendentes foram enterrados no Cemitério Municipal de Jahu. É possível que Domingos e seus ancestrais tenham sido registrados em Brotas-SP (Arquidiocese de São Carlos), embora enterravam-se pessoas na região (sem registro) desde tempos remotos. Segundo historiadores, a tribo indígena Kaingange (da nação Tupi-Guarani) habitava onde hoje é a sede do município de Jaú. O cemitério da tribo era instalado onde hoje se localiza a escola EE Major Prado. Ainda segundo esses historiadores, as covas eram desorganizadas e abrangiam também até a localidade do Mercado Municipal e a Delegacia de Ensino Regional. Com a vinda dos emigrantes para Jahu chegaram também as diversas moléstias infecto contagiosas. As pessoas que eram acometidas com essas doenças eram internadas para tratamento na Enfermaria Isolamento, onde hoje é instalado o Asilo São Vicente de Paula. Quando entravam em óbito eram sepultados também em uma área isolada; popularmente conhecida como "Cemitério dos Bexiguentos", que se localizava onde hoje é instalado o 27 Batalhão da Polícia Militar. Com a inauguração do atual cemitério os restos mortais foram transladados dos cemitérios anteriores para o atual. Esses restos mortais eram inumados nas quadras B, C, D e E do Atual Campo Santo.
Fonte: http://www.jau.sp.gov.br (adaptado)
Domingos Bueno do Prado deve ser descendente do patriarca João do Prado, que segundo Silva Leme, autor do livro Genealogia Paulistana, é natural da praça de Olivença (povoação lindeira no Alentejo-Portugal) de nobreza há muito conhecida, que veio nos princípios da povoação de São Vicente com muitos outros nobres povoadores na companhia do donatário Martim Affonso de Sousa pelos anos de 1531.

2 comentários:

  1. Gostaria de saber se vocês são parentes do meu avo Mariano Bueno

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  2. Somos talvez uma das maiores Famílias que já existiu, em Jacarei iniciando com Mariano Bueno e Rosalina Bueno ,Mas o tempo foi se encarregando de nos-afastar de nossas raízes

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